quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O Patinho Feio

      Com a intenção de refletir sobre temas como o Respeito às Diferenças e o aumento do repertório de estratégias para utilizar no enfrentamento de conflitos tão constantes nesta idade, elaborei um pequeno projeto em cima da história do Patinho Feio. 
      No primeiro momento levei os alunos assistirem o desenho que conta a história disponível neste endereço:
https://www.youtube.com/watch?v=KmNfGi4xzzg
      Em seguida, no mesmo dia, separei a turma em três grupos e pedi que cada grupo reproduzisse na folha um personagem, dividi a história em: Patinho Feio, Família de Patinhos e Família de Cisnes.
      Em um segundo dia os alunos que haviam representado a Família de Patinhos apresentaram o seu desenho e junto com a turma discutimos Como estes personagens se SENTIRAM no decorrer da história e o que o modo como agiram poderia nos ensinar, criando um combinado entre todos...

           No terceiro dia fizemos a mesma reflexão do mesmo modo acerca do personagem principal da história, o Patinho Feio...

              E no quarto e último dia concluímos refletindo sobre as emoções e atitudes da Família de Cisnes e novamente firmamos um combinado.
         
              Para concluir a atividade contei para eles a história dos Carinhos Quentes e entreguei uma bolinha de algodão a cada um para oportunizar a troca, partilha de carinhos em forma de algodão. Este algodão ficou como meio de fixar e poder ser lembrada a história sempre que necessário. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Conhecendo e controlando os sentimentos!


                   Na última segunda-feira os alunos do 4° ano da Escola Terra do Saber de Palotina - PR receberam, construíram e refletiram sobre a história "Bonzinho, mas nem tanto", a mesma que já descrevi a poucos dias...
                   Trata-se de uma turma mais madura, e por isto dei à atividade um outro encaminhamento... Primeiramente, pedi que eles se dividissem em cinco grupos e que cada grupo desenhasse um dos sentimentos descritos na história, encontrasse algo que o simbolizasse. São eles: Raiva; Pressa; Paciência; Responsabilidade; e Amizade e Amor.
                    Terminadas as produções dos alunos, eles as apresentaram explicando qual foi a lógica seguida na escolha de cada símbolo e finalmente eu contei a história e relacionamos com fatos do cotidiano.
                  A atividade foi super produtiva e as crianças se organizaram para levar o livro e as produções para fazerem a mesma partilha que fizemos com suas famílias. 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Aprendendo a controlar os impulsos - 3° ano do Ens. Fundamental

     A mesma atividade que anteontem descrevi aqui no blog será descrita hoje... Resolvi fazer duas postagens por que na terça a realizei com alunos entre 3 e 4 anos e na quarta (que especificarei agora) com os de 7 para 8. 
    Justamente por se tratarem de crianças em fases e com competências completamente diferentes o encaminhamento da mesma atividade foi dado de modo também distinto, e por ser A ADAPTAÇÃO uma das qualidades do Psicólogo Escolar resolvi descrever ambas aqui...

     Trata-se de uma história que se chama "Bonzinho mas nem tanto" e tem o propósito de promover reflexão sobre nossas ações e tomarmos consciência de nossa capacidade de controlá-las. Conta a história que temos dentro da gente cinco bichos: um leão (que representa a raiva), um coelho (a pressa), uma formiga (a responsabilidade), uma tartaruga (a paciência), e um elefante (o amor e a amizade); e que precisamos domá-los para controlarmos os nossos impulsos.
      Para que a história fizesse sentido separei a turma em três grupos e pedi que produzissem os personagens da história, antes de contá-la...




            As crianças trabalharam com entusiasmo e curiosidade, quando todos foram finalizados iniciei a leitura da história deixando-os participar bastante, juntos fomos concluindo o que cada animal significaria e com quais atitudes alimentávamos cada um deles.
                  Eles gostaram tanto que organizamos uma escala para que todos pudessem levar a história para casa e contá-la para os pais, o que ajudará também na fixação do assunto abordado.



quarta-feira, 29 de julho de 2015

Aprendendo a controlar os impulsos - pré 1

 
     Nesta semana realizei uma atividade com os alunos do pré 1 da Pré-escola Aquarela com a história "Bonzinho, mas nem tanto" que tem o propósito de motivar os alunos a domarem os seus impulsos... Conta a história que temos dentro da gente cinco bichos: um leão (que representa a raiva), um coelho (a pressa), uma formiga (a responsabilidade), uma tartaruga (a paciência), e um elefante (o amor e a amizade); e que precisamos domá-los para controlarmos os nossos impulsos.
      Para que a história fizesse sentido separei a turma em pequenos cinco grupos e pedi que pintassem os personagens da história, antes de contá-la...





          Depois de trabalharem nesta produção ficou muito mais fácil e interessante ouvir a história que deu vida para estes personagens... Como o livro é um pouco longo e eles são pequenos contei apenas a parte mais importante para compreenderem o sentido da história.


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Como administrar o tempo na escola??

       

        No modelo em que exerço o meu trabalho existe um número de horas semanais que estou em cada escola... A quantidade destas horas varia de acordo com o número de alunos e a demanda de cada escola, normalmente começo com menos horas e no decorrer dos anos elas vão aumentando, porém variam entre duas e oito semanais e para cumpri-las estipulo um dia fixo. 
        Porém, como devem ser administradas estas horas? 
        Existe algum critério que elenca prioridades?
        Sim, é possível organizar as coisas por uma lista de prioridades, é como se houvesse uma triagem automática, se ela não foi desenvolvida é necessário que o psicólogo a faça por escrito... No entanto o atendimento de demandas é sempre prioritário e dificilmente está na triagem por que costuma ser emergencial. 
         Pois bem, ontem pela manhã eu estava em uma escola onde atendo das oito às treze horas, é uma escola onde existem sempre pais para serem atendidos, a maioria busca voluntariamente. Lá atuo já há quatro anos, de modo que se criou uma cultura de procurar a minha ajuda e orientação. Justamente por esta procura ser grande, e ocorrer durante todo o ano, estipulei três horários para fazer atendimentos de pais, que são 8h, 10h40 e 11h30, justamente por que o meu trabalho não pode se resumir apenas a esta atividade. Ontem porém, o casal de pais que atendi as oito da manhã estavam com problemas muito sérios e que refletem em comportamentos completamente preocupantes no filho de três anos, nosso aluno. Às nove horas eu deveria encerrar aquele atendimento para cumprir minhas tarefas internas, no entanto continuei atendendo e orientando aqueles pais. Foi preciso discernir sobre a necessidade deles de receberem ajuda naquele momento, pois dispensá-los significaria continuar observando os mesmos problemas apresentados pelo filho até aquele dia, invalidando aquela uma hora já utilizada para este atendimento. 
          Eis que fiquei todo o tempo necessário com eles, fazendo encaminhamentos inclusive. Quando terminamos já era quase hora do outro atendimento e eu não consegui sair da minha sala sequer para almoçar.
          Tudo isto para exemplificar o quanto vai do feeling do profissional a organização do tempo na escola e também por que foi preciso contar com a tolerância de toda a escola que ficaram sem o auxílio de sempre.  

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Projeto Alimentação - Experimentando os Sabores

       Há algumas semanas eu descrevi aqui o começo deste projeto com alunos de nível 2 (quatro ou cinco anos) que tinha o objetivo de minimizar a resistência de alguns alunos a certos alimentos e até de um específico que se recusava a comer qualquer coisa que fosse oferecido na escola.
     Como já expliquei, a primeira semana foi a da Expectativa, confira os detalhes aqui:  http://psicoescolarcvel.blogspot.com.br/2015/05/projeto-alimentacao-conhecendo-os.html
       Na segunda semana os alunos foram estimulados a experimentarem CAFÉ bem amargo, suco de LIMÃO puro muito ácido e CHOCOLATE doce. As crianças ficaram tão empolgadas e acharam tão engraçado sentirem aqueles sabores que eu até esqueci de fotografá-los. Neste dia também, para melhor identificarmos as diferenças dos sabores a gente construiu um cartaz que no final ficou assim:

           Já na outra semana, experimentamos suco de MARACUJÁ puro bem ácido, PÃO FRANCÊS salgado e DOCE DE LEITE que o nome já diz e todos sabemos. Novamente os alunos demonstraram grande entusiasmo pela atividade. Neste dia contei para eles uma história explicando que assim como nosso cérebro a nossa língua também aprende, bem por isso é tão difícil gostarmos de alguns sabores no início. Neste dia propus às crianças que experimentassem os sabores com os olhos vendados, para comprovar que quem sabe o gosto é apenas a língua. Nem todos toparam, mas todos experimentaram tudo.

           Na quarta semana a gente estudou com mais detalhes as partes da língua de acordo com os sabores que elas identificam, e os alunos até pintaram uma língua separando estas partes para fixarem, Finalmente, experimentamos o JILÓ super amargo, o MILHO VERDE cozido salgado e BALAS DE GOMA docinhas. Preciso confessar que o jiló foi o ingrediente mais difícil do projeto, até por causa da sua aparência não muito atrativa, foi possível perceber que experimentá-lo exigiu bastante coragem por parte dos alunos, e neste dia teve uma aluna que, por causa dele, se recusou a comer.

          Para finalizar em grande estilo fizemos uma aula de culinária. Ensinamos as crianças e os deixamos montar sanduíches natural. Na hora de montar foi um sucesso e todos queriam colocar tudo no seu, porém no momento de comer alguns precisaram ser bastante estimulados, e nem todos comeram inteiro. 

           Apesar de eu ter me frustrado com as recusas das últimas duas semanas, o projeto cumpriu o seu dever. Os alunos que foram demanda para a sua execução demonstraram melhoras muito significativas em suas relações com os alimentos já nas primeiras semanas. Os pais foram colaborativos enviando para a escola os ingredientes que eram pedidos e as crianças aprenderam e se divertiram realmente.


domingo, 7 de junho de 2015

Atividade do Semáforo - aprendendo a lidar com os impulsos


      Na última segunda-feira os alunos do nível 1 da Escola Terra do Saber de Palotina confeccionaram um semáforo.
      Primeiramente fomos observar o sinal na rua e discutimos sobre a importância dele para que o trânsito seja organizado.
      Em seguida refletimos sobre o quanto isto pode nos ser útil também:

* primeiro PARAR para observar o que está acontecendo
* segundo PENSAR no que deve e é melhor ser feito
* e por último AGIR

      Depois de fazermos o semáforo grande cada aluno fez o seu e passou a semana toda com ele no pescoço para lembrar e poder se controlar melhor.